Medidas de segurança
Alejandra
Iglesias
Mãe de Ignacio, portador
Tradução de
Rita Amaral
"Estas são algumas
medidas de segurança que durante estes anos nos ajudaram com Ignacio.
Não quer dizer que sirvam para todos os casos. Apenas esperamos
dar algumas boas idéias que possam ser usadas, adaptando-as a outros
casos de OI.
Para evitar fraturas:
Usamos um colete salva-vidas
inflado levemente e outro de espuma sintética. Deste modo evitamos
várias fraturas de costelas por golpes ao gatinhar ou tentar dar
os primeiros passos.
Usamos a grade da cama até
os dois anos e meio, mas cortamos uma parte perto dos pés da cama,
pela qual Ignacio podia descer dela, de acordo com sua vontade, sem perigo
de cair enquanto dormisse.
Colocamos uma cadeirinha
de carro para bebês sobre um cadeirão muito estável
e de pés largos e, além disso, um cinto de segurança,
de modo que Ignacio pudesse comer na mesa com a família, na altura
adequada, sem usar almofadas instáveis.
Colocamos um corrimão
feito com canos de luz de plástico ao longo dos corredores e paredes
descobertas, a fim de que pudesse exercitar- se caminhando com apoio,
pois em paredes lisas ninguém pode se agarrar se for cair.
Colocamos antiderrapantes
fixos, ou seja: os colamos com cimento de contato na banheira. Fixamos
os tapetes por meio de 'colchetes de pressão' nos pisos, de modo
que os cantos não se levantem nem possam ser enganchados pelos pés
ao caminhar. Assim, também, podem ser retirados facilmente para
limpar e lavar.
Colocamos protetores nos
cantos dos móveis.
Deixamos Ignácio andar
descalço o quanto queira. Além de formar o pé,
dificilmente um pé descalço resvala ou desliza, o que acontece
com meias ou sapatos.
Tratamos de passar as férias
na praia. A areia é macia e escolhemos praias onde não haja
muita gente. Assim é mais fácil controlar Ignácio
sem inibir as brincadeiras e os demais.
Nunca molhamos os pisos quando
Ignacio está em casa. Parece bobagem, mas duas de suas fraturas
foram por causa de piso úmido.
Colocamos dois tarugos na
borda de sua caixa de brinquedos, de modo que se a tampa cair não
possa fechar e fique um pouco aberta (apoiada pelos taruguinhos). Desta
maneira, seus dedos e suas mãos não são golpeados
pela tampa, se esta fechar. Fizemos o mesmo com todas as outras portas
ou tampas que ele usa.
Volto a sublinhar que esta
não é uma receita mágica. Serviu a NÓS. Ignacio
já não se fratura há 18 meses, o que não quer
dizer que não se frature mais. Pensamos que em cada caso devem ser
tomadas as providencias adequadas. Apenas quisemos transmitir uma experiência
que, para nós, foi favorável".