As possibilidades de os genitores terem um filho afetado por O.I e
terem um segundo filho atingido pela mesma doença é, para
as formas dominantes, de 50% de risco. Para as formas recessivas o risco
é de 25%. E para as formas esporádicas, sem precedentes
familiares, o risco é muito modesto (2 a 5%).
Nascimento
Por mais que seja útil um diagnóstico prenatal, apenas
se conseguem dados que podem deixar margem para uma dupla interpretação.
É certo que apenas as formas mais graves de O.I., as do tipo
II e III, que apresentam graves deformidades e fraturas já no
útero, se prestam à diagnose pre-natal, que é seguida
pelo exame radiográfico e ecográfico.
Tendo em conta, porém que os casos de tipo III são muito
freqüentemente esporádicos, deriva que a indagação
é justificada sobretudo para as formas do tipo II. É óbvio
que cada conselho genético pressupõe uma perfeita diagnose,
para a qual a colaboração entre o geneticista e o clínico
se faz necessária.
Freqüência
A incidência de Osteogênesis Imperfecta nas populações
mundiais é variável de 1/21.000 a 1/50.000 nascidos. (Estes
dados têm sido contestados por algumas entidades, dado que a doença
é muito pouco conhecida e muitos casos de O.I. só são
diagnosticados após alguns anos de história de fraturas
e doenças. Apenas crianças que morrem ainda no útero
de suas mães ou no processo do parto, devido à presença
de O.I. e as que manifestam os sintomas logo nos primeiros tempos de
vida estariam nestas estatísticas, argumenta-se - Nota da tradutora).
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