A Osteogênesis Imperfecta é uma patologia que, segundo
se sabe, existe desde a mais remota antigüidade. Foi encontrada,
inclusive, uma múmia egípcia, portadora de Osteogênesis
Imperfecta, datada do ano 1000 a.C.
Trata-se de uma patologia, ou de um grupo de formas patológicas
de natureza constitutiva, caracterizada pela fragilidade óssea
e de um mais ou menos freqüente comprometimento de outros tecidos
do tipo conectivo.
A Osteogênesis Imperfecta é classificada entre as patologias
de origem genética e, portanto, hereditárias, do tecido
conectivo. As várias formas de Osteogênesis Imperfecta
apresentam grandes diferenças em relação à
gravidade.
Ela pode acontecer na forma gravíssima, que causa a morte do
bebê já dentro do útero materno, até formas
muito leves, que se manifestam tardiamente, com uma pequena diminuição
da resistência óssea.
A maior parte dos portadores de O.I, contudo, está situada entre
estes os dois extremos: são em geral crianças de constituição
física pequena, com cabeça volumosa, inteligência
normal ou superior à normal, vivazes e capazes de adaptar-se
bastante bem às suas limitações.
Por mais que seja útil um diagnóstico prenatal, apenas
se conseguem dados que podem deixar margem para uma dupla interpretação.
É certo que apenas as formas mais graves de O.I., as do tipo
II e III, que apresentam graves deformidades e fraturas já no
útero, se prestam à diagnose pre-natal, que é seguida
pelo exame radiográfico e ecográfico.
Tendo em conta, porém que os casos de tipo III são muito
freqüentemente esporádicos, deriva que a indagação
é justificada sobretudo para as formas do tipo II. É óbvio
que cada conselho genético pressupõe uma perfeita diagnose,
para a qual a colaboração entre o geneticista e o clínico
se faz necessária.
A incidência de Osteogênesis Imperfecta nas populações
mundiais é variável de 1/21.000 a 1/50.000 nascidos. (Estes
dados têm sido contestados por algumas entidades, dado que a doença
é muito pouco conhecida e muitos casos de O.I. só são
diagnosticados após alguns anos de história de fraturas
e doenças. Apenas crianças que morrem ainda no útero
de suas mães ou no processo do parto, devido à presença
de O.I. e as que manifestam os sintomas logo nos primeiros tempos de
vida estariam nestas estatísticas, argumenta-se - Nota da tradutora).
____________________________________________________________________________________________________________________
![]()